11.9.05
Charlie e a Fábrica de Chocolate / Charlie and the Chocolate Factory

charlie


Roald Dahl foi um profícuo autor, tendo o seu trabalhado servido de inspiração a algumas peças de teatro e filmes. Entre os livros infantis que escreveu, encontra-se Charlie e a Fábrica de Chocolate, escrito em 1964. Esta obra conheceu uma adaptação cinematográfica intitulada Willy Wonka and the Chocolate Factory em 1971, realizado por Mel Stuart e com Gene Wilder no papel principal. Curiosamente, no ano seguinte à estreia do filme, Dahl continou as aventuras destas personagens em Charlie e o Elevador de Vidro.

Quarenta e um anos após a 1ª edição do livro, Tim Burton realiza uma nova adaptação cinematográfica, trabalhando com o actor Johnny Depp pela 4ª vez (sendo que a 5ª, Corpse Bride, estreia também este ano).

Após um longo período em que não foi visto por vivalma, o excêntrico proprietário de uma fábrica de chocolates Willy Wonka, promove um concurso à escala mundial para escolher cinco crianças que terão direito a visitar a sua fábrica durante um dia. Charlie, um rapaz que vive com a sua família numa casa muito pobre, é um dos vencedores, o que lhe permite entrar no fantástico mundo de Wonka.

Embora a interpretação de Depp seja das mais exageradas de sempre, enquadra-se perfeitamente no universo criado por Burton (excepto os seus encontrões ao elevador de vidro, demasiado forçados), que nos transporta para uma outra realidade, com uma fotografia espantosa e que merece ser vista no grande écran. Inclusivamente, a nível visual, existem algumas referências à cinematografia de Burton, bem como um piscar de olho a outras obras, como Psycho e 2001: A Space Odissey.

As canções dos Oompa Loompas acabam por desgastar um pouco, tendo sido a minha preferida a que se socorreu do balé aquático, não só pelo inesperado mas pela própria dança fluvial, originando largos sorrisos e gargalhadas. Aliás, ouviram-se várias gargalhadas durante toda a sessão a que assisti e tive a experiência inédita de presenciar (e participar) numa sessão de gargalhadas por parte do público, mal o filme terminou e começaram os créditos, que substituíram assim um eventual aplauso e manifestaram quiça uma sensação de que tínhamos sido agradavelmente surpreendidos e de uma forma extremamente divertida.

Deixe-se também surpreender ;)

Posted at 12:03 by enanenes

 

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